terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Histórico da Renda Fixa


O histórico de instabilidade macroeconômica no Brasil concentrou a poupança privada no segmento de renda fixa nas últimas décadas. As incertezas relacionadas à trajetória das principais variáveis como câmbio, inflação e resultados fiscais do governo contribuíram para manutenção das taxas de juros domésticas em patamares elevados, atraindo os recursos dos investidores, geralmente a prazos extremamente curtos.
No entanto, a consolidação de um cenário estável nos últimos anos, com redução dos riscos para a economia, está alterando o padrão de financiamento com os títulos públicos.
O Tesouro Nacional vem alongando os prazos e mudando o perfil do conjunto dos títulos de sua responsabilidade. No mesmo sentido, com a perspectiva de estabilidade das taxas de juros, os investidores mudam sua percepção de risco, ou seja, consideram expor seus investimentos em renda fixa a prazos mais alongados e a diferentes tipos de remuneração, visando a auferir maiores ganhos. Da mesma forma, em épocas de crise, os investidores tendem a ficar mais criteriosos, com maior aversão ao risco, mesmo que a decisão represente ganhos menores. Essa escolha representa um conceito básico em finanças – a relação risco x retorno.

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