terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Títulos falsos do Tesouro iludem investidores

País não emite certificado de dívida em papel há 30 anos, mas diariamente órgão da Fazenda recebe consulta sobre autenticidade


Faz mais de 30 anos que o governo brasileiro não emite títulos de dívida em papel, mas todos os dias o Tesouro Nacional recebe consultas, por telefone, e-mail ou pessoalmente, sobre a possibilidade de resgate de cautelas antigas ou troca por novos títulos do governo. “Esses títulos aparecem aqui todos os dias, geralmente comprados de terceiros”, afirma Antonio de Pádua Passos, coordenador-geral de controle da dívida pública do Tesouro Nacional, um departamento do Ministério da Fazenda.

Foto: Reprodução
Título falso recebido pelo Tesouro Nacional

Segundo Pádua, detentores desses papéis antigos os revendem para terceiros com a promessa de abatimento no Imposto de Renda a pagar, o que não é possível. Os últimos títulos cartulares (em papel) emitidos pelo governo foram as Letras do Tesouro Nacional (LTNs) com séries de várias cores, em 1972. Esses títulos tinham vencimento de 365 dias e o Tesouro esclarece que não houve repactuação de prazos. Após cinco anos, essas LTNs foram declaradas prescritas. Desde então, as emissões são todas escriturais, ou seja, com registro eletrônico.

Há portadores que procuram o Tesouro com títulos antigos, que foram emitidos pelo governo, mas já perderam a validade. Foram esquecidos em alguma gaveta ou no fundo do armário por algum antepassado. Esses casos, diz Pádua, são de pessoas honestas, que desconhecem o mecanismo dos papéis e entendem que perderam o valor. “Mas são apenas três ou quatro casos por ano”, conta.
A maioria dos que nos procuram, afirma o coordenador da dívida, apresentam títulos falsos. “Há uma leva de papéis falsos”, diz. “As pessoas pegam algum documento do Tesouro, fazem uma montagem com as assinaturas atuais tentando ‘esquentar’ o papel e repassam para terceiros”, acrescenta. Segundo Pádua o Tesouro tem os números de série de todos os títulos emitidos, portanto a verificação é rápida.

Papel nunca emitido
No passado, o Tesouro fazia as verificações da autenticidade dos títulos e emitia um documento atestando se eram verdadeiros ou falsos. Como as pessoas usavam as assinaturas para fraudar endossos, o órgão deixou de emitir comprovantes. “O Tesouro não responde por títulos que não emitiu. Aparecem cópias até com minha assinatura falsificada.” Pádua lembra-se de um advogado que procurou o departamento pedindo uma resposta sobre a autenticidade de um título, dizendo que ganhava R$ 1 mil para cada resposta do Tesouro. Há também títulos falsificados que nunca existiram. “O Certificado do Tesouro, que de vez em quando aparece por aqui, nunca foi usado como título de dívida.”

“O País está com credibilidade no mundo e, se alguém aceitar papéis falsos, isso pode afetar nosso nome”, explica ele. O executivo do Tesouro conta que o órgão foi procurado até pelo Royal Bank of Azerbaijão, informando que detinha títulos antigos de dívida brasileira, com endossos que os tornavam válidos. “Na semana passada, recebemos um funcionário da Embaixada da Itália no Brasil dizendo que há no seu país títulos antigos do Brasil sendo negociados”, conta.
Pádua diz que o Tesouro já encaminhou documentos ao Departamento de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia federal para que tente identificar os envolvidos. "Pelo fato de que toda documentação que recebemos ser constituída por cópia, sem os documentos originais, há dificuldade, ou impossibilidade, de comprovar a falsidade de documentos, por exames periciais", ressalva ele. Procurada, a PF informou, por meio de sua assessoria de imprensa, desconhecer o fato de o Tesouro receber consultas sobre títulos falsos.

Fundo
De acordo com Antonio de Pádua Passos, o Tesouro tem um fundo constituído de R$ 800 mil para fazer frente aos resgates dos únicos títulos antigos que ainda valem. Eram papéis sem vencimento, emitidos na década de 1940 por ocasião de uma renegociação de dívidas da União, Estados e municípios, sob as leis dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Ao longo de sua vigência, a maior parte dessa dívida foi resgatada. Os títulos em dólares foram todos chamados para resgate. A última chamada para cada um dos dois planos se deu, respectivamente, em 1968 e 1978. Restaram alguns emitidos em libras. “Esses são os únicos no mercado externo que ainda valem.” Para resgatá-los, o portador deve procurar um banco brasileiro ou com relações com o Brasil. Esses títulos são resgatados na moeda original, mas é pago apenas um percentual do valor de face, de acordo com sua série.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aproveite a alta da Selic e ganhe no Tesouro Direto

Analistas e consultores recomendam aplicação em papéis atrelados à Selic e à variação da taxa de inflação

Olívia Alonso e Nelson Rocco, iG São Paulo | 20/01/2011

Os investidores que aplicam seus recursos em títulos do governo por meio do Tesouro Direto ou que pretendem fazê-lo podem tirar vantagem do aumento da taxa básica de juros, a Selic, promovido ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. No site do Tesouro Nacional há opções de papéis que pagam remuneração fixa, outros que remuneram o capital com a variação da taxa de inflação mais um percentual de juros e aqueles em que os ganhos só são conhecidos no futuro. Os analistas de investimentos são unânimes em recomendar as opções pós-fixadas ou as atreladas à inflação num cenário de taxas de juros em alta.
“Quando se fala em aumento das taxas de juros, o investidor deve ficar posicionado em títulos pós-fixado, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), afirma Antonio Carlos Conceição, consultor de investimentos da área de private do Banco Fator. Ontem, o Copom elevou a taxa básica da economia para 11,25% ao ano. “A expectativa é de outros aumentos ao longo no ano”, lembra Robson Queiroz, diretor operacional da corretora SLW. Em momentos assim, em que inflação e juros estão em alta, títulos do Tesouro e outras aplicações que acompanham essas duas variáveis são boas opções para que o investidor tenha bons retornos, avalia.
Foto: Fellipe Bryan Sampaio/iG
Sala onde analistas do Tesouro definem os preços dos títulos que ficam disponíveis na internet
Segundo Conceição, os títulos prefixados, ou seja, com taxa de remuneração estabelecida na aplicação, também são interessantes, mas o aplicador pode perder caso a taxa de juros básica da economia venha a subir e superar a que ele pactuou na hora de comprar o título.
“Os papéis atrelados à inflação têm mais riscos que os prefixados. Eles têm o risco do emissor (o governo), da inflação e dos juros. Mas acho que qualquer portfólio deve conter títulos atrelados à inflação”, explica Conceição. O que ele recomenda, desse tipo, é a Nota do Tesouro Nacional – série B (NTN-B) com vencimento em 2015. Segundo o consultor, esse papel rendeu 12,04% no ano passado, para uma taxa Selic em 10,75%. “Esse papel é mais volátil que outros”, ressalva. As Notas do Tesouro Nacional - série C (NTN-C), atreladas ao IGP-M, só são encontradas no mercado secundário, porque o governo deixou de emiti-las.

Bom negócio
Marcio Cardoso, diretor da corretora Título, afirma que os papéis associados à taxa de inflação podem se mostrar um bom negócio. “O mercado tem uma expectativa de inflação medida pelo IPCA para este ano em 5,42%. Se o investidor comprar um título com uma remuneração total de 10,30% mais ou menos, terá um bom ganho”, calcula.

Queiroz, da SLW, recomenda uma carteira composta por títulos pós-fixados atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), como as NTN-B, e à Selic, como as LFTs. Estas também são a recomendação de Ricardo Humberto Rocha, professor do Insper e do Laboratório de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA).
Segundo o diretor da Título, o investidor deve, cada vez mais, se convencer que investimento é uma atividade de longo prazo. Nesse mesmo sentido, Conceição diz que o Fator não recompra aplicações com prazos inferiores a dois anos, por conta das alíquotas de Imposto de Renda cobradas.
Os ganhos obtidos em renda fixa são taxados pela Receita Federal. Em aplicações de até seis meses, a taxa é de 22,5% sobre o rendimento. De seis meses a um ano, cai para 20%. Para investimentos entre um e dois anos, a alíquota é de 17,5%. E para prazos superiores a dois anos, 15%. “Sempre miramos na menor alíquota de imposto.”

CDB
Uma opção semelhante, mas que pode ter custos mais elevados, é o CDB (Certificado de Depósito Bancário) indexado ao DI (Depósito Interbancário). Essa aplicação, assim como a LFT, acompanha o movimento dos juros.
Para os dois casos, Rocha sugere que o investidor fique de olho no comportamento da Selic nos próximos meses. “Caso os juros tenham subido muito até julho, pode valer a pena optar por outro tipo de título.” Queiroz acrescenta que é preciso também observar os sinais de inflação. “Caso a alta dos preços comece a desacelerar, as possibilidades de um aumento dos juros diminuem”.
É importante que o investidor fique atento às taxas que deve pagar para operar no Tesouro Direto. Ele deve fazer cadastro em um banco ou em uma corretora, que cobram um percentual anual sobre o principal. A Bolsa de Valores (BM&FBovespa) cobra 0,10% na aplicação e 0,10% no resgate. E o agente de custódia também fica com uma taxa, de 0,30%. De qualquer forma, os analistas avaliam que elas são mais baixas que as taxas de administração cobradas nos fundos de varejo.

Quadrilha falsificava Letras do Tesouro Nacional

Uma mulher, integrante do grupo, se fazia passar pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), corregedora nacional de Justiça

A Polícia Federal (PF) deflagrou na quarta-feira a Operação Grammata para reprimir crimes contra o sistema financeiro nacional e de falsidade documental, estelionato e lavagem de dinheiro por meio de compra e venda de Letras do Tesouro Nacional (LTNs). A PF cumpriu 33 mandados de busca e apreensão em seis estados (Espírito Santo, Goiás, Minas, Rio Grande do Sul, Rio e São Paulo) e no Distrito Federal. Uma mulher, integrante do grupo, se fazia passar pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), corregedora nacional de Justiça.

Segundo a PF, a organização criminosa captava recursos de terceiros para serem empregados nas transações com títulos da dívida pública, notadamente LTNs da década de 1970, em sua maioria falsificadas. Lotes de títulos eram utilizados como lastro financeiro em financiamentos internacionais e como ativos para inflar patrimônio de empresas.

Os fraudadores prometiam reembolsos variáveis de 10 a 20 vezes sobre o valor investido. A ordem para vasculhar endereços residenciais e comerciais dos alvos da PF foi dada pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6.ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Ele acolheu pedido do delegado Rodrigo Sanford, que comanda a Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da PF em São Paulo. Não foi decretada prisão de suspeitos, mas essa medida poderá ser tomada a partir do resultado das buscas.

Os federais apreenderam títulos da Dívida Pública “com indícios de falsificação”. Também foram encontrados documentos de financiamentos realizados no exterior - as transações teriam sido fechadas com uso dos títulos. “Foi apreendida farta documentação sobre os crimes investigados e mídias que serão analisadas”, comunicou a Polícia Federal, em nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Expediente no dia 25 de janeiro

 
O expediente do Tesouro Direto será normal no dia 25 de janeiro de 2011, feriado municipal - aniversário da cidade de São Paulo.

Em função do feriado, os DOCs enviados no dia 24/01/2011 e as TEDs enviadas no dia 25/01/2011 que envolvam contas bancárias de agências localizadas na cidade de São Paulo somente serão compensados no dia 26/01/2011. Desta forma, os investidores não poderão contar com recursos transferidos por meio de DOCs ou TEDs feitos nas referidas datas para efetuar o pagamento das compras realizadas no dia 24/01/2011. 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CDB e Tesouro Direto lideram as recomendações de investimento para 2011


CDB deverá demonstrar rentabilidades atrativas a partir do segundo trimestre; Tesouro pagará melhor do que a tradicional poupança.


Começar a investir no novo ano é uma boa alternativa para quem quer incrementar os valores poupados. Com a entrada da nova equipe econômica no governo federal, ocorrerão algumas mudanças no cenário macroeconômico nacional. Os ânimos mais amenos no mercado internacional também trarão movimentos importantes que podem impactar nas aplicações.
Especialistas pontuam como muito relevante a quase certa alta na taxa básica de juros (Selic) no novo ano. "A expectativa é que o governo dê um tranco na economia", comenta Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper (ex-Ibmec). O objetivo principal da alta no juro é o controle da inflação.
Por outro lado, o aumento do déficit em conta corrente nacional poderá desvalorizar o real diante do dólar (leia mais na página B6), o que torna os investimentos em câmbio mais atrativos.
Além disso, há todo o pacote pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíada, que devem movimentar com mais força o mercado durante 2011.
Abaixo está a avaliação de especialistas para o desempenho dos principais investimentos para 2011.
CDB. Rodrigo Caparica, diretor do Banco Prosper, aposta que o CDB será o melhor investimento em 2011. Ele explica que os bancos precisarão captar mais dinheiro por meio do CDB neste ano por causa do menor nível dos compulsórios.
"Então, os bancos terão de pagar mais rentabilidade para atrair novos investidores aos CDBs", comenta. Esse movimento, no entanto, deve ser notado a partir do segundo trimestre do ano.
Ele sugere que o investidor procure CDBs pós-fixados, já que há tendência de aumento nos juros.
Mauro Calil, consultor e educador financeiro, considera essa modalidade muito vantajosa já no início do ano para volumes superiores a R$ 50 mil. "Mas o prazo mínimo deve ser de 12 meses", recomenda o educador.
Poupança e fundos RF e DI. Se a inflação continuar subindo e se as medidas de aperto monetário não surtirem efeito, a caderneta não é o investimento mais recomendado para o novo ano. "Sempre acho a poupança um bom negócio para quem está iniciando o processo de guardar dinheiro", pondera Rocha do Insper.
Calil salienta que se a inflação subir acima dos 4,5%, fundos de renda fixa tornam-se mais atrativos que a poupança.
Se a opção for o fundo, o especialista salienta que é preciso atenção às taxas de administração cobradas sobre o investimento. Ou a rentabilidade será menor que a esperada. "A taxa de administração acima de 1% corrói a rentabilidade. Tem de tomar cuidado. Para um valor acima de R$ 50 mil, pode ser melhor um CDB bem negociado", recomenda.
Buscar fundos pós-fixados são a recomendação de Edson Franco, superintendente executivo de investimentos do Banco Santander. "Tanto em fundos de renda fixa, quanto nos DIs e CDBs essa é a recomendação. Isso porque há tendência de aumento do juro", detalha.
Tesouro Direto. Os títulos do Tesouro Direto têm sido cada vez mais recomendados por especialistas em investimentos. "São uma boa alternativa em substituição à poupança, por exemplo", sugere Fábio Colombo, administrador de investimentos. Ele salienta, no entanto, que é preciso ter atenção aos prazos dos títulos.
Fábio Gallo, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), lembra também que liquidez não é problema nessa modalidade.
"O ideal é deixar até o vencimento. Mas, se for necessário fazer o resgate antes, normalmente há liquidez", comenta. "Sempre que sobrar um dinheiro, o cidadão deveria pensar no Tesouro Direto. As taxas são muito boas", emenda Calil.
Multimercado. Quando o assunto é fundo multimercado, os especialistas em investimento sempre fazem diversas ressalvas. Para Rocha, do Insper, por exemplo, há muitas incertezas nessa modalidade. "Acaba sendo interessante só para quem quer ir à bolsa, mas não tem tempo de selecionar as melhores ações", detalha.
A recomendação antes de escolher em qual fundo aplicar é olhar o patrimônio líquido total, analisar a classificação de risco (se é moderado, agressivo ou conservador), verificar quem é o gestor e quais os resultados obtidos no passado. 
Roberta Scrivano e Luiz Guilherme Gerbelli - O Estado de S.Paulo (03/01/2011)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Entendendo os títulos disponíveis no tesouro direto

Tesouro Direto  é um ótimo investimento para o longo prazo, por pagar taxas de juros bastante altas em comparação com as pagas pela maioria dos fundos de renda fixa  e pelos Certificados de Depósito Bancário (os famosos CDBs). Na verdade, os fundos de renda fixa também compram títulos do tesouro, diversificando entre a maioria dos títulos disponíveis no mercado — e, obviamente, cobrando uma gorda taxa de administração pelo trabalho.
Para evitar pagar as taxas de administração cobradas pelos bancos para o investimento em fundos de renda fixa, uma alternativa interessante é o investimento direto em títulosdo Tesouro Nacional. 
Para fazer isso com eficácia, contudo, é importante entender as diferenças entre os títulos disponíveis — LFTs, NTNs, LTNs, pois a rentabilidade e o risco do investimento são diretamente atreladas ao título escolhido.

LFT
As LFTs são títulos pós-fixados, atrelados à taxa SELIC. A rentabilidade do investimento varia diariamente, acompanhando a taxa SELIC do dia. 

NTN-B e NTN-B Principal
A NTN-B e a NTN-B Principal são títulos com juros pré-fixados, acrescidos da inflação do período, medida pelo IPCA. Assim, se o pequeno investidor adquirir uma NTN-B com juros de 6% e a inflação anual média do período for de 6%, terá uma rentabilidade final de 12% ao ano. Se a inflação decrescer ou aumentar no período, a rentabilidade real (rentabilidade do título descontada a inflação) permanece a mesma.
A diferença entre a NTN-B e a NTN-B Principal é que a primeira paga cupons semestralmente, com o valor dos juros, ou seja, se o título pagar 6% ao ano de juros, o investidor receberá, duas vezes por ano, 3% do valor investido, corrigido pela inflação.
A NTN-B Principal, por sua vez, não paga os juros semestralmente, mas os reinveste no próprio título, à base da taxa contratada. Isso gera um efeito interessante, no longo prazo, que é o pagamento de juros compostos, o que aumenta significativamente o valor do investimento.

LTN e NTN-F
São títulos com juros pré-fixados, cuja rentabilidade é determinada no momento da compra. Assim, se for ajustada a taxa de 12% ao ano, o investidor receberá os juros ajustados, independentemente da inflação do período. Se a inflação diminuir, a rentabilidade real do investimento aumenta, mas se ela aumentar, a rentabilidade diminui. O risco do investimento, então, está atrelado ao risco de a inflação aumentar demasiadamente no período.
A diferença entre as LTNs e as NTN-Fs está no fato de que as LTNs não pagam cupons de juros ao longo do período (semestralmente), ao passo que as NTN-Fs pagam.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Título do governo é mais rentável que poupança

Depois de um 2010 em que o ouro brilhou, 2011 será o ano de investir em Tesouro Direto por causa da expectativa de alta da taxa básica de juros, a Selic. 

Com rentabilidade melhor do que a poupança (para prazos maiores de um ano), especialistas garantem que é um investimento fácil e dão o passo a passo de como fazer a aplicação no Tesouro. 



Intermediação gratuita 

Para começar, é preciso abrir uma conta em uma corretora. Estão listadas no site do Tesouro Direto (www.tesou ro.fazenda.gov.br) todas as que prestam o serviço, incluindo o preço cobrado pela administração do investimento. "Quatro delas não cobram nada", disse ao jornal O Estado de S. Paulo Rafael Paschoarelli, professor de finanças da Fipecafi.

O investidor pode fazer suas aplicações diretamente no site. Os investimentos no Tesouro pagam IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e IR (Imposto de Renda).

As opções 

Escolher em qual título investir é a principal dúvida. Existem dois grandes tipos de papéis: os prefixados e os pós-fixados. Hoje, os pós-fixados são menos arriscados porque o investidor nunca perde o valor efetivamente desembolsado.

Os título prefixados disponíveis são as Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F). Os pós-fixados são Letras Financeiras do Tesouro (LFT), Notas do Tesouro Nacional - série B (NTN-B), Notas do Tesouro Nacional - série B Principal (NTN-B Principal) e As Notas do Tesouro Nacional - série C (NTN-C).

Segundo especialistas, o título mais fácil de investir é o LFT. Agora, para quem quer aplicar visando à aposentadoria, a recomendação é a compra de NTN-Bs. "Esse título garante rendimento acima da inflação", diz Paschoarelli. 

A rentabilidade do Tesouro Direto em 2010

 Como você já sabe, o investimento de renda fixa que mais recomendo para o longo prazo é o Tesouro Direto, que nada mais é uma maneira de o pequeno investidor investir na dívida pública brasileira, emprestando dinheiro para o governo federal e lucrando com os juros pagos, que são fixados no momento da aplicação do dinheiro. 
No início de todo ano, é sempre bom verificar como os principaisinvestimentos se saíram ao longo do ano. O Ibovespa derrapou, com uma alta insignificante e insuficiente para cobrir a inflação (o que não significa que asações sejam um investimento ruim – meu portifólio pessoal, por exemplo, teve uma alta de 15,8% no ano), o ouro teve uma alta significativa, superior a 30% no ano… mas como os títulos do tesouro nacional se saíram?
Segue o desempenho dos títulos do Tesouro Direto, segundo o informado na página oficial do investimento:
Como você pode observar, alguns títulos tiveram rendimentos excepcionais, como a NTN-F com vencimento em 01/01/2017 (com alta de 17,70%), além dos títulos NTN-B, indexados ao IPCA (todos com rentabilidade bruta superior a 12% no ano, sendo que a NTN-B com vencimento em 2045 teve rentabilidade de 24,66%) – não destaco a também excelente rentabilidade dos títulos indexados ao IGP-M em razão de eles não estarem mais sendo negociados.

Escrito em 5 de janeiro de 2011 por Fábio Portela em Renda fixa

Analistas recomendam CDBs e Tesouro Direto em 2011

São Paulo - Começar a investir no novo ano é uma boa alternativa para quem quer incrementar os valores poupados. Com a entrada da nova equipe econômica no governo federal, ocorrerão algumas mudanças no cenário macroeconômico nacional. Os ânimos mais amenos no mercado internacional também trarão movimentos importantes que podem impactar nas aplicações.
Especialistas pontuam como muito relevante a quase certa alta na taxa básica de juros (Selic) no novo ano. "A expectativa é de que o governo dê um tranco na economia", comenta Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper (antigo Ibmec São Paulo). O objetivo principal da alta no juro é o controle da inflação.
Por outro lado, o aumento do déficit em conta corrente nacional poderá desvalorizar o real diante do dólar, o que torna os investimentos em câmbio mais atrativos. Além disso, há todo o pacote pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíadas, que devem movimentar com mais força o mercado em 2011.
Aplicações
Rodrigo Caparica, diretor do Banco Prosper, aposta que o CDB será o melhor investimento em 2011. Ele explica que os bancos precisarão captar mais dinheiro por meio do CDB neste ano por causa do menor nível dos compulsórios. "Então, os bancos terão de pagar mais rentabilidade para atrair novos investidores aos CDBs", comenta. Esse movimento, no entanto, deve ser notado a partir do segundo trimestre do ano. Ele sugere que o investidor procure CDBs pós-fixados, já que há tendência de aumento nos juros.
Se a inflação continuar subindo e as medidas de aperto monetário não surtirem efeito, a caderneta de poupança não é o investimento mais recomendado para o novo ano. "Sempre acho a poupança um bom negócio para quem está iniciando o processo de guardar dinheiro", pondera Rocha, do Insper. O educador financeiro Mauro Calil salienta que se a inflação subir acima dos 4,5%, fundos de renda fixa tornam-se mais atrativos que a poupança.
Já os títulos do Tesouro Direto têm sido cada vez mais recomendados por especialistas em investimentos. "São uma boa alternativa em substituição à poupança, por exemplo", sugere Fábio Colombo, administrador de investimentos. Ele salienta, no entanto, que é preciso ter atenção aos prazos dos títulos.
Quando o assunto é fundo multimercado, os especialistas em investimento sempre fazem ressalvas. Para Rocha, do Insper, há muitas incertezas nessa modalidade. "Acaba sendo interessante só para quem quer ir à Bolsa, mas não tem tempo de selecionar as melhores ações", detalha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tesouro vende integralmente lote de NTN-F


O Tesouro Nacional, por meio do Banco Central (BC), vendeu integralmente o lote de 900 mil de Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), equivalente a R$ 812,67 milhões.
Para vencimento em janeiro de 2017 foram vendidos os 750 mil ofertados. A taxa média ficou em 12,4114% e máxima de 12,4299% ao ano. O Preço Unitário (PU) médio saiu a R$ 909,224234 e mínimo de R$ 908,540086. No vencimento em janeiro de 2021, o órgão da Fazenda vendeu os 150 mil de papeis ofertados. A taxa média ficou em 12,4782% e a máxima 12,49%. O PU médio ficou em R$ 871,671905 e o mínimo R$ 871,099532.
Como vendido integralmente o lote de NTN-F o Tesouro realiza a operação especial destinada somente aos dealers (instituições credenciadas a operar com o Tesouro e o Banco Central).
(Elaine Cristina Adriano - Agência IN) - QUI, 13 DE JANEIRO DE 2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Balanço do Tesouro Direto (Novembro 2010)

Em novembro, o montante financeiro vendido no Tesouro Direto foi de R$ 192,04 milhões.
No mês, destaca-se a elevada demanda por títulos indexados ao IPCA (NTN-B e NTNB
Principal), cuja participação nas vendas atingiu 47,54%. Os títulos prefixados (LTN e NTNF)
ficaram em segundo lugar entre os mais vendidos, com participação de 43,24% do total das
vendas. Os títulos indexados à taxa Selic (LFT) apresentaram participação de 9,22% nas vendas
no mês.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Balanço do Tesouro Direto

O Balanço do Tesouro Direto, divulgado desde setembro de 2003, é uma publicação mensal do Tesouro Nacional que apresenta informações sobre o Programa Tesouro Direto. No Balanço é possível consultar estatísticas sobre vendas, recompras, evolução e perfil do estoque, número de investidores cadastrados e títulos mais rentáveis no mês. 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Estatística e Formação de Preços

Para ser um bom investidor do Tesouro Direto você precisa estar atento às variações dos juros e acompanhar constantemente a valorização dos títulos. No site do Tesouro Direto, você tem tudo isso e ainda pode ver como é feita a metodologia do cálculo, saber a rentabilidade dos títulos públicos e ver o histórico dos preços e taxas.

Compre Títulos Públicos

Agora as pessoas físicas poderão comprar títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional. O volume mínimo de compra é de 20% de um título, que equivale a aproximadamente R$ 100,00.
Podem investir no Tesouro Direto todos os residentes no Brasil que possuam Cadastro de Pessoa Física-CPF e estejam cadastrados em alguma das Instituições Financeiras habilitadas a operar no Tesouro Direto.
O sistema de acesso restrito (compra, venda, extratos) é altamente seguro. Você poderá acompanhar seus investimentos no momento que desejar. Além disso, para aqueles que quiserem vender seus títulos, o Tesouro Nacional realizará operações semanais de compra.
Veja aqui como efetuar seu cadastro.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Existe a possibilidade de cancelar uma compra de títulos feita no Tesouro Direto?



Não há como cancelar a operação. Se após a confirmação de compra o pagamento não for efetuado o investidor ficará suspenso.

Quem pode comprar títulos no Tesouro Direto?



Todos os residentes no Brasil que possuam Cadastro de Pessoa Física-CPF e sejam cadastrados em alguma das Instituições Financeiras habilitadas a operar no Tesouro Direto.

FLUXO DE COMPRAS



EventosDia 0Dia 1Dia 2
Aquisição do Título no site do Tesouro Direto* X  
Prazo limite para que o dinheiro esteja na conta investimento do investidor (checar horário limite com Agente de Custódia). X 
Recebimento do Título adquirido na conta de custódia do investidor (às 17 horas).  X
*É considerado "Dia 0" entre 9 horas do "Dia 0" e 5 horas do "Dia 1". São considerados dias úteis, sendo que o Dia 0 de sexta-feira se prolonga de 9 horas até 5 horas de segunda-feira.


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Preços e taxas dos títulos públicos disponíveis para compra



TítuloVencimento
Taxa(a.a.)
Preço Unitário Dia
Compra
Venda
Compra
Venda
Indexados ao IPCA
NTNB Principal 15051515/05/20156,15%
-
R$ 1.526,36
-
NTNB 15051515/05/20156,14%
-
R$ 1.985,89
-
NTNB 15051715/05/20175,98%
-
R$ 1.999,00
-
NTNB 15082015/08/20205,98%
-
R$ 2.029,15
-
NTNB Principal 15082415/08/20245,82%
-
R$ 918,64
-
NTNB 15082415/08/20245,87%
-
R$ 2.050,82
-
NTNB Principal 15053515/05/20355,66%
-
R$ 519,95
-
NTNB 15053515/05/20355,76%
-
R$ 2.060,47
-
NTNB 15054515/05/20455,71%
-
R$ 2.084,93
-
Prefixados
LTN 01011201/01/201212,21%
-
R$ 893,63
-
LTN 01011301/01/201312,46%
-
R$ 793,26
-
LTN 01011401/01/201412,38%
-
R$ 706,54
-
LTN 01011501/01/201512,31%
-
R$ 629,97
-
NTNF 01011701/01/201712,22%
-
R$ 914,63
-
NTNF 01012101/01/202112,27%
-
R$ 880,26
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Indexados à Taxa Selic
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R$ 4.508,69
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LFT 07031707/03/20170,00%
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Atualizado em: 07-01-2011 14:31:39
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/consulta_titulos/consultatitulos.asp