sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Variação dos Preços dos Títulos - Risco de Mercado

É importante conhecer a relação entre variação da taxa de juros do título e valor do título, que é quanto irá receber caso necessite vender o título  antes do prazo de vencimento. Não será dado detalhes aqui das fórmulas que relacionam a taxa de juros e preço dos títulos, estas informações estão mais detalhadas nos seguintes links do site do tesouro direto:

Manual de Precificação

Metodologia de Cálculo


   Alguns conceitos básicos sobre a relação de taxa de juros e preços dos títulos são as seguintes: 

     - Valor dos preços dos títulos é inversamente proporcional a taxa de juros: para todos os títulos , exceto as LFTs , quando o valor da taxa de juros ao ano sobe o valor do título cai , ou seja, o título fica por um certo tempo com rentabilidade negativa.  A LFT é um caso a parte, como o valor do título é corrigido pela variação diária da taxa básica de juros  e se o juros sobe o valor do título aumenta. 

      - A taxa ao ano mostrada no site do tesouro é válida se aguardar até o vencimento do título: a taxa aa que aparece no site do tesouro , somente fica mais próxima da rentabilidade bruta que o investidor vai ter se aguardar até o vencimento, por exemplo, uma NTNB que está sendo vendida com taxa de 8% aa mais IPCA e vencimento daqui a 10 anos não deve ser entendida que todo ano o preço do título irá ser corrigido pelo IPCA mais um ganho de 8%, o preço do título a cada ano até o vencimento vai depender de quanto o mercado está disposto a pagar pelo título, por exemplo  a rentabilidade em um ano pode ser IPCA + 1% em outro ano IPCA + 15% , somente no vencimento é que o governo paga conforme o combinado, IPCA mais 8%.  Lembrando que isto não é totalmente verdadeiro para títulos que pagam cupons de juros.  

     - Quanto mais distante o vencimento do título maiores são as variações do preço do título com mudanças na taxa de juros: pelas  fórmulas de cálculo dos preços de preços dos títulos pode verificar que quanto maior o prazo de vencimento do título maiores são as variações de preço do títulos com mudanças na taxas de juros. Por exemplo, suponha que uma NTNB foi comprada hoje com uma taxa de 8% aa e vencimento em 2 anos. Se no dia seguinte, por exemplo devido alguma crise,  o título está sendo vendido com taxa de 8,5% ao ano, ou seja, o juros subiu 0, 5% há uma queda no preço do título de mais ou menos 1%.  Se o mesmo título tivesse prazo de 20 anos a subida de 0,5% na taxa de juros do título implicaria numa queda de uns 9% no preço do título. A LFT também é uma caso a parte, pois como o valor do título é corrigido pela variação diária da taxa básica de juros a data de vencimento influencia muito pouco no preço do título. 

       

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Detalhamento dos títulos

Tendo uma noção inicial do que é um título pode-se agora detalhar um pouco mais cada título disponível para venda no Tesouro Direto: 

LTN - Letras do Tesouro Nacional

A LTN é um título com rentabilidade pré-definida no momento da compra. O valor de uma única LTN no vencimento é sempre 1000,00 reais , no momento da compra o título vale menos que 1000,00 reais, pelo desconto que é dado no momento da compra e pela quantidade de dias que falta até o vencimento pode-se calcular a taxa de juros do título a qual é mostrada no site do Tesouro. 

A LTN apresenta prazos de vencimento mais curtos , geralmente até uns dois anos, e é indicado para investidores que acreditam que os ganhos com os juros oferecidos na compra da LTN seja maior que o ganho que seria obtido com títulos que acompanham a taxa básica de juros (SELIC) e que não haja uma inflação alta até o vencimento. 

Normalmente quando a taxa básica de juros está caindo estes títulos podem se tornar interessantes pois no momento da compra a taxa de juros já está garantida e há menores riscos caso tenha que vender antes do vencimento num cenário de queda de taxa de juros. Deve-se observar que não necessariamente o rendimento de uma LTN é sempre maior no caso de queda da taxa básica de juros, pois no momento da compra já está considerado no preço da LTN esta expectativa de queda na taxa de juros, os ganhos maiores ocorrem se esta queda for maior que a esperada pela maioria dos investidores. 


NTN-B Principal - Notas do Tesouro Nacional -Série B

A NTN-B Principal também apresenta rentabilidade pré-definida no momento da compra , mas a rentabilidade oferecida é um valor acima da inflação medida pelo IPCA. O valor de uma única NTNB no vencimento é definido pelo chamado VNA (valor nominal atualizado). No ano de 2000 este valor iniciou com 1000,00 reais e é corrigido mensalmente pela inflação, em fevereiro de 2007 o VNA estava em 1626,74 reais. Este valor pode ser consultado no site do Tesouro Direto , vide linkVNA - NTNB no Tesouro Direto. Quando se compra uma NTN-B Principal o valor é sempre menor que o VNA, quanto menor o valor em comparação com o VNA , maior é o juros oferecido. Desta forma a NTNB apresenta duas componentes de rendimento: a) uma componente pré-fixada que corresponde ao desconto sobre o VNA , diferença entre o preço atual de venda da NTNB e o VNA. b) outra componente correspondente a correção pela inflação do VNA desde o momento da compra até o vencimento do título. 

Quem está interessado em comprar este título e aguardar até o vencimento deve olhar para o VNA e não se precupar muito com o valor atual de mercado do título, pois no momento do vencimento é este o valor que interessa. 

A NTNB tem como vantagens a garantia de um juro real (juro acima da inflação) e prazos de vencimento mais longos permitindo pagar menos IR pois não é necessário reaplicar o dinheiro periodicamente a cada vencimento. 

A NTNB, como a maioria dos títulos com vencimento mais longo (10 ou 15 anos) , tem como desvantagem as fortes oscilações do valor de mercado em momento de crise e alta das taxas de juros podendo diminuir bastante o valor do título. Em momento de queda de taxa de juros ou grande procura destes títulos onde a taxa oferecida cai de maneira significativa o valor destes títulos também sobe bastante no curto prazo. 

LFT - Letras Financeiras do Tesouro

A LFT não apresenta rentabilidade definida no momento da compra e por isso é chamada de título pós-fixado. O valor da LFT é corrigido diariamente de com a variação da taxa básica de juros (SELIC) definida pelo governo federal. Esta taxa é definida pelo COPOM (Comitê de Política Monetária) em reuniões periódicas ,vide Site do Banco Central onde se pode obter maiores detalhes sobre o COPOM e das datas em que estas reuniões ocorrem. 

A LFT pode ser interpretada como um título pré-fixado com vencimento no dia seguinte ao da aplicação e reaplicação automática, ou seja, todo o dia o título tem correção pela taxa básica de juros correspondente a um dia, por exemplo, 0,05%. Se a taxa básica de juros sobe este rendimento diário aumenta , se as taxa básica de juros cai este rendimento diário cai, mas normalmente é sempre positivo, ou seja , ganha-se menos, mas dificilmente o título apresenta rentabilidade negativa. 

Entendendo estes conceitos pode-se notar que a LFT tem como vantagens um risco bastante baixo pois o rendimento diário acompanha as variações na taxa básica de juros e é normalmente positivo possibilitando assim saques antes do vencimento a qualquer momento pois o valor do título sofre poucos efeitos das variações das taxas de juros. Em momentos de aumento de aumento da taxa SELIC estes títulos são até mais recomendados pois o rendimento diário dos títulos aumenta a medida que a taxa de juros sobre. Uma aplicação nestes títulos apresenta um rendimento semelhante aos Fundos DI oferecido pelos bancos aos grandes investidores. 

A LFT, na realidade, apresenta uma pequena componente pré-fixada, no momento da compra do título, ou seja , além da correção pela taxa SELIC pode haver um pequeno rendimento extra definido no momento da compra, mas este valor geralmente está próximo de zero. Em momentos de crises mais graves (por exemplo, suspeita de calote da dívida inflação fora de controle etc) , pode ser que este valor comece a apresentar valores significativos e nestes casos pode-se ter épocas em que a LFT apresente rentabilidade negativa por um período, ou seja, se quiser vender o título antes do vencimento os compradores estarão exigindo além da variação da taxa de juros um ganho extra que faz com que o valor do título caia, mas esta situação não é muito comum. 

A correção do valor da LFT é definida, conforme mencionado anteriormente, pela variação da taxa básica de juros (SELIC) definida pelo governo, se por acaso o governo definir taxas de juros muito baixas pode acontecer uma situação onde esta correção fique abaixo ou próxima da inflação, ou seja, há risco de ter um rendimento real (acima da inflação) muito baixo ou em caso mais extremos ter rendimento real negativo. 


NTN-F - Notas do Tesouro Nacional - Série F

A NTN-F é um título pré-fixado semelhante a LTN já mencionada, mas neste caso uma parcela dos juros é paga a cada 6 meses ( cupom de juros) e no vencimento do título é recebido o valor nominal (principal) que da mesma forma que a LTN vale 1000,00 para cada título comprado. Os cupons semestrais são de aproximadamente 4,88% do valor nominal da NTN-F, por exemplo, se comprou uma única NTN-F , irá receber a cada 6 meses , 4,88% de 1000,00 reais, ou seja , 48,80R$ e no vencimento irá receber 1000,00. 

A taxa de juros anual que aparece no site do Tesouro Direto é um cálculo teórico que representa qual o valor do rendimento bruto que teria até o vencimento do título caso reinvestisse todos os cupons de juros na mesma NTN-F  e se não houvesse nenhuma mudança nas taxa de juros do título no momento do reinvestimento do cupom. Isto dificilmente ocorre na prática por isso, conforme mencionado em outro artigo, estes títulos que pagam cupons tem o risco do reinvenstimento, ou seja, se no momento que for reinvestir os cupons a taxa de juros oferecida estiver mais baixa que no momento da compra irá receber menos que o esperado na data do vencimento, caso as taxas de juros subam ocorre o contrário, ou seja, receberá mais que o esperado no momento da compra. 

A NTN-F apresenta prazos mais longos chegando a 10 anos sendo que títulos mais longos , conforme já dito anteriormente no caso da NTNB-Principal, sofrem maiores oscilações em momentos de crise que títulos de curto prazo e neste caso, como o título é pré-fixado, ainda corre-se o risco de uma alta da inflação inesperada até o vencimento do título prejudicar a rentabilidade real esperada. 

NTN-B - Notas do Tesouro Nacional - Série-B

  A NTN-B apresenta características semelhantes a NTNB-Principal já mencionada anteriormente, ou seja , é um título que também é vinculado ao índice de inflação IPCA. Quando se compra uma única NTNB irá receber no vencimento o valor nominal atualizado (VNA) , vide link VNA - NTNB no Tesouro Direto, em fevereiro de 2007 o VNA estava em 1626,74 reais, e além disso a cada 6 meses o governo paga um cupom de juros de aproximadamente 2,96%  sobre o VNA  para cada NTNB que possua (ex: em fevereiro de 2007 seria algo em torno de 1626,74*2,96% = R$ 48,15). A taxa de juros mencionada no Tesouro Direto, da mesma forma que na NTNF, é um cálculo teórico que representa qual o valor do rendimento bruto que teria até o vencimento do título caso reinvestisse todos os cupons de juros na mesma NTN-B  e se não houvesse nenhuma mudança nas taxa de juros do título no momento do reinvestimento do cupom, mas conforme dito anteriormente dificilmente ocorre na prática. 

  A NTNB tem mais opções de vencimento variando de uns 2 anos até  uns 40 anos e aqui vale as mesmas observações feitas anteriormente que  títulos  mais  longos  sofrem  mais  oscilações  devido a mudança nas taxas de juros e que títulos que pagam cupons apresenta o risco de reinvestimento como mencionado na NTN-F.



terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Orientações básicas para compra de títulos no Tesouro Direto

Um título público consiste, de maneira simplificada, um empréstimo ao governo federal, ou seja, o governo fica com uma dívida com o comprador do título público no tesouro direto que faz parte da chamada dívida interna brasileira. Este empréstimo (título público) é pago pelo governo geralmente de duas maneiras: 
a) paga tudo de uma vez no vencimento do título, juros mais o valor emprestado (principal). 
b) paga em parcelas semestrais (cupons de juros) parte do juros e no final o valor emprestado (principal) e parte restante dos juros em alguns títulos. 
A forma que o governo irá pagar a dívida (tudo de uma vez ou parcelado), o valor do juros (inflação mais uma porcentagem ,valor de juros pré-fixado, corrigido pela SELIC etc) e quando quitará toda a dívida (data de vencimento) é o que diferencia os vários títulos disponíveis no Tesouro Direto.

O governo pega o dinheiro emprestado , vende um título público , em valores pré-definidos, que corresponde a um único título público. O valor de mercado deste único título público , ou seja, quanto tem que pagar para comprar este título, é o Preço Unitário que aparece no site do tesouro direto. Mais precisamente há dois preços unitários, um de compra, qual o valor que irá pagar para compra de um título, e outro preço unitário de venda que corresponde ao valor que irá receber se for vender o título. O preço de compra é maior que o de venda, mas a diferença normalmente é pequena.

taxa (a.a.) , taxa ao ano, representa qual seria o juros brutos (sem descontar IR) pagos a cada ano caso aguarde até o vencimento do título. No caso de NTNB (títulos corrigidos pelo IPCA) a taxa representa o  juros pagos acima da correção da inflação (IPCA) a cada ano até o vencimento do título 
. Todas as taxas estão padronizadas por ano mesmo se o título vence antes de um ano afim de facilitar as comparações entre os vários títulos.

site do tesouro direto mostra o preço de venda somente as quartas-feiras que é o dia de recompra, o site da CBLC mostra todos os dias a o valor de compra e venda.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Vantagens do Tesouro Direto


É possível afirmar nos dias de hoje que os brasileiros encontram-se num estágio mais consciente com relação à importância de poupar. Quando as necessidades básicas de consumo são preenchidas, o ideal para aqueles que prezam por um futuro mais seguro é partir para o investimento de parte dos recursos restantes. Embora alguns ainda se rendam ao consumo de supérfluos e de itens que estão acima de sua capacidade momentânea de pagamento, é crescente o número dos que optam por investir.




A poupança tem sido tradicionalmente a escolha da maioria das pessoas, embora com o acesso ao conhecimento e às informações especializadas no assunto, muitos já se interessem sobre as demais opções existentes. Uma delas, que vem chamando atenção do pequeno investidor mais conservador é o tesouro direto. Esta modalidade vem ganhando uma fatia do público antes fiel à poupança.

Por um lado, a poupança não deixa de ser um investimento confiável, de rendimento estável e tem vantagens como a não cobrança de imposto de renda. Mas por outro lado, o tesouro direto vem se mostrando uma opção mais promissora quando se trata de investimentos a longo prazo ou a prazos definidos previamente. O tesouro direto vem mantendo um histórico de rendimentos um pouco mais elevados que os da poupança.

Esse investimento costuma ser mais indicado para aqueles que não tem pressa em resgatar o valor investido, ou seja, que podem apostar em um fundo de longo prazo. Devido à sua baixa liquidez, caracterizada principalmente pelo fato das vendas dos títulos só ocorrerem uma vez por semana, o tesouro direto é pouco indicado àqueles que precisam resgatar seus recursos no curto prazo.

É consenso no mercado de que não se pode taxar um investimento como sendo o ideal. Tudo vai depender do perfil da pessoa que investe e suas intenções. Como o tesouro direto é um investimento de condições particulares como vencimentos, variação das taxas, tipos de título, entre outras, é preciso estudá-lo e entendê-lo antes de iniciar a aplicação. E principalmente, verificar se este é o tipo ideal ao seu perfil e aos seus objetivos.




(João Henrique Cotrim)
Fonte: http://www.soartigos.com/artigo/7786/as-vantagens-do-tesouro-direto/

domingo, 26 de dezembro de 2010

Novo Simulador

O novo simulador do Tesouro Direto, lançado em 15/09/09 pelo Tesouro Nacional e pela BM&FBOVESPA informa, de maneira clara e didática, as principais diferenças entre os títulos públicos e mostra qual o papel mais adequado para aplicação dentre os disponíveis, (LTN, LFT, NTN-F, NTN-B e NTN-B Principal) de acordo com o objetivo de investimento indicado pelo usuário. Com o simulador, será possível planejar a compra da casa própria, a troca do carro ou mesmo calcular o montante necessário para garantir os estudos e a aposentadoria no futuro. A ferramenta é de uso livre e gratuito. No primeiro acesso, o usuário terá de preencher um cadastro informando nome, CPF, login e senha (o que permitirá que as simulações individuais possam ficar registradas no próprio perfil do usuário). A partir daí, basta definir o objetivo do investimento e seguir as orientações que aparecerão na tela do computador. O lançamento do simulador é mais uma das medidas tomadas pelo Tesouro Nacional e pela BM&FBOVESPA para popularizar o Tesouro Direto. Para acessá-lo, basta clicar em http://simuladortesourodireto.cblc.com.br.

Novo Extrato

O Tesouro Nacional, em parceria com a BM&FBOVESPA, lançou no dia 13/11/2009 o novo extrato do Tesouro Direto. Em linha com a diretriz de aprimoramento contínuo do Programa, em especial o aumento de sua transparência e facilidade para os investidores, o novo extrato vem ao encontro das suas necessidades, ao disponibilizar um maior número e um melhor detalhamento das informações sobre suas aplicações.
Sua elaboração contou com a participação de um grupo de profissionais diretamente ligados ao Tesouro Direto, por parte do Tesouro Nacional e da BM&FBOVESPA, o que permitiu a construção de uma ferramenta abrangente e com novas funcionalidades, disponibilizando aos participantes do Programa informações sobre seu investimento de maneira clara e objetiva.
Nas telas do novo extrato constam campos adicionais que possibilitarão ao investidor consultar detalhes sobre a movimentação financeira, como os preços dos títulos adquiridos e as taxas contratadas pelo investidor no momento da compra. O extrato disponibilizará ainda os valores iniciais de aplicação, os valores referentes ao Imposto de Renda e ao IOF, assim como as taxas devidas à BM&FBOVESPA e à sua instituição financeira.
Outra novidade é a presença de informações sobre a rentabilidade bruta da aplicação para diferentes períodos. O investidor poderá consultar qual o rendimento de sua aplicação em um determinado mês ou ano, nos últimos 12 meses e também a rentabilidade acumulada desde a data da compra. Todas essas informações estarão disponíveis por título e compra, separadas por instituição financeira. Com isso, o investidor terá acesso aos dados referentes a impostos, taxas devidas, valores investidos e rentabilidades para cada compra, ou seja, poderá fazer distinção entre títulos iguais, porém adquiridos em períodos distintos.
Para consultar o extrato, basta entrar no site do Tesouro Direto com sua senha ou no site da instituição financeira, caso esta tenha seu sistema integrado. O extrato poderá ser visualizado em tela, impresso e exportado para planilhas eletrônicas.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Saldos e Extratos

O investidor do Tesouro Direto pode obter extratos e consultar saldos a qualquer tempo. Para fazê-lo basta acessar o ambiente restrito do site do Tesouro Direto (após inclusão de CPF e senha) e clicar na opção CONSULTAS do MENU DO INVESTIDOR à esquerda da tela.
Como os títulos públicos são marcados a mercado, o extrato/saldo do investidor reflete o preço de mercado dos títulos. Desta forma, havendo queda nos preços negociados no mercado, o saldo do investidor cairá. Por outro lado, se houver valorização do título, o saldo do investidor irá se elevar.
O Tesouro Nacional não pode afirmar se haverá ganho ou perda financeira no caso de venda antecipada, dependerá das condições de mercado na referida data. Cabe ressaltar que se o investidor "carregar" os títulos de sua carteira até a data de vencimento, receberá exatamente a rentabilidade bruta informada no momento da compra.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Impostos e Taxas

São 3 as taxas cobradas no Tesouro Direto. No momento da compra do título, é cobrada uma taxa de negociação de 0,10% sobre o valor da operação. Há também uma taxa de custódia da BM&FBOVESPA de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos, que é cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro. Essa taxa é cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o título, e é calculada até o saldo de R$1.500.000,00 por conta de custódia. No caso em que, no semestre, a soma do valor da taxa de custódia da BM&FBOVESPA e da taxa do Agente de Custódia for inferior a R$10,00, o valor das taxas será acumulado para a cobrança no semestre seguinte, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro.
Os agentes de custódia também cobram taxas de serviços livremente acordadas com os investidores. As taxas cobradas pelas instituições estão disponíveis para consulta no site do Tesouro Direto. O investidor deve confirmá-las no momento da contratação.
Assim, no momento da operação de compra o investidor pagará o valor da transação (preço unitário do título vezes a quantidade adquirida) mais 0,10% sobre o valor da transação (taxa de negociação BM&FBOVESPA) mais a taxa do Agente de Custódia referente ao primeiro ano de custódia. Caso o título tenha vencimento inferior a um ano, a taxa do agente de custódia será proporcional ao prazo do título. A taxa de custódia da BM&FBOVESPA (0,3% ao ano) será provisionada diariamente a partir da liquidação da operação de compra (D+2).
As compras feitas antes de 06/04/2009 continuam com a regra anterior de cobrança das taxas, ou seja, na venda, ou no pagamento de juros, ou no encerramento da posição do investidor. Porém, a partir dessa data, o investidor também será beneficiado com a redução da taxa utilizada no cálculo diário sobre compras feitas há mais de um ano, que passa de 0,40% para 0,30% ao ano.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Venda de Títulos Públicos

Não há prazo de carência para venda de títulos públicos. O investidor pode vendê-los no momento que desejar, antes de sua data de vencimento. A fim de conceder liquidez aos títulos públicos adquiridos no Tesouro Direto, o Tesouro Nacional realiza recompras semanais, entre 9 horas das quartas-feiras e 5 horas das quintas-feiras, pagando o valor de mercado do título. Excepcionalmente, nas semanas em que houver reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), a recompra de todos os títulos é realizada entre às 9 horas de quinta-feira e às 5 horas de sexta-feira.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Tabela de Rentabilidade

Rentabilidade Acumulada de Títulos Públicos em 12 meses
Índices de Mercado da Andima (IMA)


  
Observações:

IMA - Índices de renda fixa calculados com base na evolução do valor de mercado de carteiras compostas por títulos públicos. O IMA geral é o resultado da ponderação das variações de cada índice; o IRF-M é composto por títulos prefixados (LTN e NTN-F); o IMA-C, por títulos atrelados ao IGP-M (NTN-C); o IMA-B, por títulos atrelados ao IPCA (NTN-B); e o IMA-S, por títulos atrelados à Taxa SELIC (LFT).
Para mais informações sobre os índices IMA clique aqui.
Fonte: Andima


Rentabilidade do Tesouro Direto - Posição em 21/12/2010
TítulosVencimentoRentabilidade BrutaTaxa do Dia (ao ano)
Últ. 30 diasMês AnteriorNo Ano12 MesesCompraVenda
Prefixados
LTN01/01/20110,90%0,80%10,05%10,27%-10,69%
LTN01/07/20110,79%0,48%--11,42%11,46%
LTN01/01/20120,76%0,18%11,43%11,82%11,96%12,00%
LTN01/01/20130,76%-0,14%--12,40%12,46%
NTN-F01/01/20110,90%0,80%10,07%10,30%-10,70%
NTN-F01/01/20120,79%0,23%11,49%11,87%-11,99%
NTN-F01/01/20130,73%-0,03%12,20%12,75%-12,47%
NTN-F01/01/20140,60%-0,32%12,97%13,73%-12,47%
NTN-F01/01/20170,59%-0,76%16,84%17,88%12,37%12,43%
NTN-F01/01/20210,71%-1,46%--12,46%12,52%
Indexados à Taxa Selic
LFT16/03/20110,89%0,80%9,42%9,67%-0,01%
LFT07/03/20120,86%0,78%9,40%9,65%-0,02%
LFT07/03/20130,82%0,74%9,35%9,60%0,00%0,03%
LFT07/03/20140,76%0,68%9,28%9,54%-0,04%
LFT07/03/20150,72%0,64%--0,00%0,04%
Indexados ao IGP-M
NTN-C01/03/20111,42%2,04%17,36%17,20%-2,60%
NTN-C01/07/20171,25%1,45%21,90%21,32%-5,98%
NTN-C01/04/20211,34%1,40%22,76%23,26%-5,98%
NTN-C01/01/20311,71%0,55%23,60%24,29%-5,90%
Indexados ao IPCA
NTN-B15/05/20111,00%1,11%12,07%12,47%-3,80%
NTN-B15/08/20121,00%0,38%13,09%13,57%5,90%5,92%
NTN-B15/05/20131,08%0,34%13,32%13,89%-6,15%
NTN-B15/05/20151,08%0,19%14,65%15,28%6,06%6,10%
NTN-B15/05/20170,87%0,83%15,93%16,57%-5,98%
NTN-B15/08/20201,05%0,93%16,74%17,55%5,92%5,98%
NTN-B15/08/20241,33%0,39%16,55%17,99%5,82%5,90%
NTN-B15/05/20351,58%-0,42%19,81%21,38%5,71%5,81%
NTN-B15/05/20452,80%1,13%23,60%25,36%5,56%5,66%
NTN-B Principal15/05/20151,09%0,11%15,23%15,90%6,07%6,11%
NTN-B Principal15/08/20241,72%0,24%18,28%20,63%5,78%5,86%
NTN-B Principal15/05/20352,73%-1,94%--5,60%5,70%
 



Observações:
(1) As despesas com Imposto de Renda, IOF e taxas dos Agentes de Custódia não foram consideradas.
(2) Rentabilidade bruta acumulada que o investidor obteria caso vendesse o título público no dia da posição (antes da data de vencimento), sujeita às flutuações de preços no mercado secundário de títulos públicos.
(3) As rentabilidades brutas da NTN-B, NTN-C e NTN-F foram ajustadas para incorporar os cupons de juros. A metodologia utilizada considerou que os juros foram reaplicados no mesmo título, às taxas praticadas na véspera dos pagamentos de cupons.
(4) Caso o investidor mantenha os títulos públicos até as respectivas datas de vencimento obterá a rentabilidade bruta pactuada no momento da compra.
(5) Periodicidade:
•Últimos 30 dias: relativo ao dia da posição e o mesmo dia do mês anterior; 
•Mês Anterior: relativo ao último dia do mês anterior e o último dia do mês retrasado; 
•No Ano: relativo ao dia da posição e o primeiro dia do ano corrente; 
•12 meses: relativo ao dia da posição e o mesmo dia do ano anterior. 
(6) As células que não apresentam rentabilidade significam que o título não estava sendo ofertado no início de cada período.
(7) A Taxa do Dia corresponde às 9 horas da manhã do dia da posição. As taxas podem ser modificados ao longo do dia, de acordo com as condições de mercado.
(8) Os títulos públicos que não apresentam a Taxa do Dia Compra não estão disponíveis para aquisição no dia da posição.
(9) A rentabilidade pactuada no momento da compra será a taxa do dia acrescida da variação do indexador entre a data da compra e a data de vencimento.
(10) Os dados dos Índices do Mercado Andima (IMA) referem-se à posição fechada do mês anterior.
(11) Ressaltamos que a rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura




Fonte: http://www.tesouro.fazenda.gov.br